quinta-feira, 23 de maio de 2013

Já não sou eu só - Luciana Cavalcanti



Molde e calor de nossas mãos,
madrugada após madrugada,
forjamos a Vida,
a fazemos, conforme o sonho
e somos.

A Vida amanhece-nos.
Nos sabemos...
E isto é o que confunde meu sangue,
reinventa minha pele
e, então, conto
quantos corações serão necessários
a tanto pulsar...

Porque é fogo já
o que me corre nas veias
e o Tempo, fio incandescente,
atravessa horizontes,
multicolorindo o Azul!

Já não sou eu só...
Recebo a luz,
moldada por nós.

Já não sou eu só...
e é fogo e cor
o que me explode nas mãos...

Cantando...
Florindo...
Como o primeiro pássaro da Manhã.

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