segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vida: estrada mais comprida...!


Vida: estrada mais comprida...!

Eu sabia o Amor de um jeito só meu... E nunca quis explicar pra você com clareza. Pus seis ou centenas de versos (não lembro...) aos seus pés e, assim, queria que entendesse, verso após verso, que neles eu dialogava com você.
Não te culpo por haver fugido - de susto ou de raiva, e pouco importa! - ao descobrir que eras meu cúmplice na arquitetura de um amor-crime-perfeito e, ao mesmo tempo, o alvo de tudo, o centro de tudo, a meta...
Deste modo, a palavra ausente era minha. A omissão, minha. E mais: o medo! Feito criança que esconde o óbvio, de minha palavra se fez um brincar de esconder tão mal-arranjado que o evidente tornou-se improvável.
Era de rir, se não fosse de chorar! Cabra-cega, esconde-esconde... a gente se perdeu. E eu fico, de cá, pensando que invencionice (infantil ou adulta) poderíamos inventar para re-compor o tempo e começar (de novo!) a contar aquela história que findou sem pé nem cabeça.
Contar de novo histórias e, desta vez, estrelas também...! João e Maria. Se você deixasse... Se você soubesse o quanto o tempo conta... Conta! E eu conto também: estradas, e sonhos, e luas, e lutas... mas nenhuma certeza mais certa, nem mais grande do que você.
Agora, me diga (verdade ou conseqüência?!?): você conheceu um jeito melhor de viver?
...Nem eu! Mas não me avexo... O tempo conta! Vai te contar...


(Novembro de 2006)

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