domingo, 21 de outubro de 2012

Rascunhos...



Abri o coração. Em tempos onde o desamor faz das injustiças o cotidiano e dos gestos generosos uma ingenuidade perigosa, é preciso se guardar!
Abri o coração, pois não saberia não fazê-lo...
Abri o coração porque sei, do amor, a gratuidade e não me atreveria a omitir a alegria de estar aqui... "continuando a viver o que me cabe".
Abri o coração com choro de alegria, riso incontido, palavras soltas e uma imensa vontade de dizer "eu te amo" porque aprendi que em cada momento de amor e de emoção verdadeiros confirmamos a força da Vida.
Abri o coração sem vaidades, nem peso, nem exigências... simplesmente por querer confessar que acredito em milagres.
Abri o coração para mostrar o amor, pulsante, impulsionando os meus novos passos de quem, conhecendo a dor, reconhece algo maior que torna a dor pequena - por imensa que seja...
Abri o coração para dizer da certeza de que a Vida não se fecha jamais... Nem mesmo na morte! A morte, talvez, seja uma porta constantemente aberta que adentramos tranquilos se tivermos experimentado que a força e a luz da Vida são tão grandes que é impossível que não atravesse conosco para o "lado de lá"!
Abri o coração! A força transformadora deste gesto, grandioso ante um Mundo frio, nos faz pequenos, simples, infantis...
Eis-me aprendendo tudo novamente!
Eis-me sabendo que não sei, e sem tentar esconder minha fragilidade nas assembléias de sábios...
Assim sou: pequena e aprendente.
Aqui estou: comovidamente me reencontrando nas coisas simples...


Luciana Cavalcanti: 06 de Abril de 2010

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