sábado, 8 de outubro de 2011

.nascimentos. Luciana Cavalcanti


Sempre que choro, nasço.
No curso de cada lágrima
traço
as rotas dum caminho
não anunciado.
Sem passagem,
os dias da viagem
me fazem estrada.
E sempre nasço quando caminho
em espaços sabidos
ou não...
Então, sei muitas coisas
novas
no abraço de ignorância sedenta
de andar
para olhar
e, outra vez, nascer pelos olhos
quando choro
e quando vejo,
quando os abro
ou quando os fecho,
por dentro ou por fora de mim.

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