domingo, 29 de agosto de 2010

Luz de Riso - Luciana Cavalcanti


I

É luz o que emana do riso.
Cada luz acesa sempre
que a gente se ri...

Amar é reluzir-se
a semear estrelas.

Estrelas são alegrias
que o peito da gente
não guarda pra si.

II

Por todo riso,
e toda luz.
Por este amor
que, urgente,
multiplicar-se precisa,
rio-me e ilumino-me,
amando amar, Luiza!


Observe-se: Existe coisa mais maior de grande que o riso desta gente pequeneninha?!? Êta, nóis...! Risada gostosa de AnaLú, Lulu, minha afilhada...!

Gandhi é grande!



Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.

*****

O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.

*****

O amor é a força mais sutil do mundo.
 
*****
 
Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sobre os ombros de gigantes...



O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem - mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir.

Albert Einstein

*****

Se fechar a porta a todos os erros, a verdade ficará lá fora.

Rabindranath Tagore

*****

Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.

Albert Einstein
 
*****
 
O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio
Rabindranath Tagore
 
*****
 
Aquele que já não consegue sentir espanto nem surpresa está, por assim dizer, morto; os seus olhos estão apagados.

Albert Einstein

*****

Cada criança ao nascer, nos trás a mensagem de que Deus não perdeu as esperanças nos homens.

Rabindranath Tagore

Passo a passo... A Mudança.


ORAÇÃO DA SERENIDADE




"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras".




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Em que consistem esses passos?
(reflexões de quem tem rogado a Deus por Serenidade)


1. ACEITAR AS COISAS QUE NÃO POSSO MODIFICAR:

São muitas as coisas que não posso modificar: o passado, o futuro e nem outras pessoas.
Preciso aceitar o fato de que posso ser atencioso e bondoso com meus familiares, porém não mais tempo do que se lhes esta reservado estar aqui na Terra. A perda de amigos deve ser aceita como se eles tivessem se mudado para muitas milhas de distância.
Eu não posso modificar as pessoas, elas continuarão fazendo as coisas à sua maneira, apesar de que eu tente dizer-lhes, muitas vezes, qual é a melhor forma...(A MINHA). A quem posso eu mudar? A MIM MESMO.


2. CORAGEM PARA MUDAR AQUELAS QUE POSSO:

Isto é, mudar minha maneira de ser.
O Senhor! permita que eu mude os meus sentimentos em relação aos outros. Ao invés de criticá-los, devo aceitá-los como eles são e estar interessado em seus problemas, ao invés de ignora-los. devo ser afetuoso com os outros, ao invés de mostrar-me frio e insensível.

Permita-me Senhor, que eu mude minhas emoções, colocando esperança, amor, coragem, paz e alegria em minha vida, em lugar de amargura, temor, desgosto, ódio e ressentimento. Todas estas coisas eu posso modificar, se for suficientemente inteligente para reconhecer a necessidade de fazê-lo.


3. SABEDORIA PARA DISTINGUIR UMAS DAS OUTRAS:

Se vejo coisas de que não gosto, é hora, é hora de examinar a MIM MESMO: minhas atitudes, minhas reações e reconhecer se necessito mudar algumas delas.
Examinaremos uma vez, outra e mais outras, antes de criticar os outros. Compreendo que minha vida está intimamente ligada a outras vidas, mas estou tendo sabedoria suficiente para entender que não posso mudar os outros, mas posso mudar, minha maneira de pensar, atuar e reagir. Então, a resposta à minha Oração é DEVO E POSSO MUDAR SOMENTE A MIM MESMO.





quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Aonde está o Amor?


Se me é negado o amor 

Rabindranath Tagore

Se me é negado o amor, por que, então, amanhece;
por que sussurra o vento do sul entre as folhas recém nascidas?
Se me é negado o amor, por que, então,
A noite entristece com nostálgico silêncio as estrelas?
E por que este desatinado coração continua,
Esperançado e louco, olhando o mar infinito?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

troca rápida - luciana cavalcanti


privar-me assim duma amizade
porque te amo... não há motivo!
se é de perder tua amizade,
mudo num instante de intenção:
não sentirei, não falarei,
nem farei nada...
já nem me movo!
prova-me, então, na intenção!
- Vai! Tira a roupa que eu nem pisco...

Entre o óbvio e o risco - I

Jogando, pela décima vez, pedrinhas em poças d'água,
o poeta se pergunta
porque ainda não houvera aprendido fugir dos calotes da emoção...
Acontece com o amor o mesmo que em jogos de azar: se aposta alto agora na crença de recuperar todo o perdido antes.

25/08/10

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ouça um bom conselho...





Adiantamento


Não. Não demore muito,
Ame agora.
Sem esboço e sem projeto,
Sem estágio ou experiência comprovada,
Sem salário ou carteira assinada...
Ame. E sem demora.
Até a fadiga da alma,
Até o esgotamento de si,
E, então, recomece.
Não. Não pense muito,
Ame agora
Sem ensaio e sem resumo,
Sem limites ou fronteiras
Sem pressa e sem cronograma,
É isto que vai valer a pena
Depois de finda a festa,
Depois de esgotada a cerveja,
Depois de encerrado o assunto,
Depois de tudo. Depois de você...

-------------------------- Luciana Cavalcanti

Atraso ou Antecipação????

. Pontualmente .






 aprendi a espera,
mas isto não é, de modo algum,
um mérito,
tampouco acrescenta-me crédito,
aprendi a mentir, em verdade.

retiro um sorriso
esquecido nos bolsos e o gasto
sem pensar
nos encontros de amanhã...
reinvento-me nas horas.

já não tenho pressa alguma.
amanhã será (um pouco) o que eu pedi.
amanhã serei o que me fizer. eu sei
que não preciso me gastar em vão
e, então, me dou inteira em tudo...

Canção - Cecília Meireles


Canção


Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras

e as minhas duas mãos quebradas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Inesquecível...

O livro esquecido
a necessidade, lembrada,
de trazer as palavras
ao convívio
de tua reflexão noturna.

O livro, no banco do táxi,
talvez agora,
nas mãos de novo leitor,
refaça a dádiva de encontro,
entrega dum ser noutro ser...
o livro esquecido já não se esquece!


[ luciana cavalcanti, e era novembro de um distante, sim!, distante!, 2008... ]

domingo, 15 de agosto de 2010

Resposta-pronta - Luciana Cavalcanti


Me pergunte o que é o amor
e o que tenho a mostrar é um sorriso
de um canto a outro da boca,
esta completa ignorância da tristeza,
essa familiaridade com a beleza,
esta espera que se sabe esperança,
esta vontade que se sabe semente.
Me pergunte o que é o amor
e eu te digo: o amor é isto tudo
o que aconteceu conosco e a gente sente,
este estar longe, mas presente,
esta esperança que encanta as manhãs,
este cheiro de vida invadindo as narinas,
esta luz multicor tocando as retinas,
este passo dado, à frente, rumo ao infinito.
Me pergunte como é o amor, eu digo:
é bonito, bonito, bonito...
E se confunde com a vida.
E cabe bem em nós dois...

( publicando de novo depois de 2 semanas...! Poema foooooooooofo!!! rsrsrsrs )

3 x Poesia...! - Luciana Cavalcanti



1.Classificados

procura-se
alguma poesia que se solidarize
com minha paixão sem nome,
meus mil naufrágios sem barco.

ainda ontem imaginei ter cruzado
com a solidão na esquina.
senhora magra, altiva
e bem arrumada,olhou-me de revés
e não mo respondeu o "boa noite"...
pensei que isto fosse o fim do Mundo!

qual nada! o Mundo continua...
e eu, cá, sem poesias que me falem...
porque ontem, senhores, a solidão
me negou sua palavra.

2. Diagnóstico

Sofro quando amo.
Sofro quando não amo.
Sofro pelo simples ato
de pensar o que seja o amor.

Sofro o passado morto.
Sofro o presente insípido.
Sofro o futuro incerto
e a agonia de sentir o tempo.

Sofro gastrite crônica
e detesto tomar remédios.
Sofro desgaste de ser
alguém que ama
e desama,
alguém que pensa
e reclama,
alguém que passa,
como tudo,
mas recusa-se a morrer!


3. Arquivo

Não sei se corre
ou se morre,
o tempo que visita meu quarto.

É esquivo ou solícito?

Não sei se o procuro,
ou se aguardo...

E se o tempo telefonar?
O que digo?
Direi (talvez) que sinto sua falta.

Ou lembrarei que está em dívida comigo
- um favor ainda não atendido...

Não sei se me leva
ou me esquecerá,
diante de tantos detalhes ao fazer as malas...

Quando partir o tempo,
terei partido?
Ou ficarei no quarto
a olhar as fotos
de Amor Antigo?

sábado, 14 de agosto de 2010

Escritos ao celular... - em 14 de Fevereiro!

Com preces. Sem pressa.
Mais que viver bem,
viver para o Bem, interessa.

Luciana Cavalcanti
14/02/2010



a dor sentida
alerta para o real
sentido
de toda vida:

O Amor
- e somente o Amor! - 
é eterno.
E amar, pois, eterniza...

Aqui há dor
e percebo, então,
amada e amante,
eis minha vida!

Luciana Cavalcanti
14/02/2010.

O Amor ao telefone... - Luciana Cavalcanti

 

 balbuciei outras palavras.
as que havia decorado,
esqueci-as!
foi como ter quatorze anos...
ou foi mais: um pouco infantil.
foi como querer 
o brinquedo mais alto
e aborrecer-se do próprio tamanho.
querer dizer-te o mais simples,
já agora é tão difícil...!
quantas vezes houvera amado?
não sei.
o frio nas mãos, este tremor,
a insistente sensação de haver
cometido um erro fútil...
- Ah, tanta virgindade para um amor maduro!
o amor reedita o tempo,
remoça corações... quem sabe,
no amor se esconda a magia do eterno!
E-ternamente viver!
e este frescor de não saber, 
nesta alegria ansiosa,
virgem curiosidade,
eternecimento de ser...!
o amor é isto.
esqueça o resto,
era isto que eu queria dizer...


Recife, Várzea do Capibaribe, faz frio, mas há calor! - noitinha de Agosto. Poema de agora.

Hoje é 14 de Agosto - Gracias a la vida!!!




Verde

 Eduardo Gudin/Costa Netto
 
Quem pergunta por mim
Já deve saber
Do riso no fim
De tanto sofrer
Que eu não desisti
Das minhas bandeiras
Caminho, trincheiras, da noite
Eu, que sempre apostei
Na minha paixão
Guardei um país no meu coração
Um foco de luz, seduz a razão
De repente a visão da esperança
Quis esse sonhador
Aprendiz de tanto suor
Ser feliz num gesto de amor
Meu país acendeu a cor

Verde, as matas no olhar, ver de perto
Ver de novo um lugar, ver adiante
Sede de navegar, verdejantes tempos
Mudança dos ventos no meu coração
Verdejantes tempos
Mudança dos ventos no meu coração

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Poema da Inteireza - Luciana Cavalcanti


à Augusta, Felipe e Kátia

O Ser, parte à parte,
é sempre inteiro.
Alma, que é luzeiro,
sem o corpo não se acende.

Ninguém de nós se entende
em partes ou parcialmente,
dor e graça que se sente
é sempre verdade inteira.

A Vida, verdade verdadeira,
sempre ensina e não se repete.
Ninguém a gigante se mete
quando experimenta sua fundura.

Nisto, o segredo da cura
do Ser, em espírito e matéria,
nossa realidade etérea
revela-se em carne e osso...

Por isso, cada esforço,
deve servir ao não ser parte,
encontrar-se com riso e arte,
em tudo, sempre inteiro.



luciana cavalcanti..................... 20 de maio de 2010


um rosto que se esvai - João Carlos Sousa

Tenho traficado pelo céu pequenos papéis que dizem a todos o quanto tenho deixado para trás as oportunidades de poder sobrevoar as montanhas que representam os traços do teu rosto, ou talvez do teu sorriso, já que faz tanto tempo que eu a toquei, que a vi, que tuas expressões estão, cada vez mais, tornando lembranças tão difíceis, quanto distante, para que eu possa revivê-las em minhas memórias, mas teu sorriso continua tão vivo que, quando um desespero, de baixa intensidade, é verdade, me atingi, eu consigo vê-lo tão claramente que chego a imitá-lo, e isso me faz tão bem.

Bem, é assim que tenho caminhado, distante de tudo aquilo que prometemos, daquilo que pelo menos eu tinha nos prometido, mas, como a causa dos sonhos nem sempre é o fato de amar, espero que as chamas não tenham apagado, que as luzes que cercavam nosso imenso campo de flores ajudem a iluminar tudo isso que um dia chamamos de "as nossas vontades que nunca irão cessar", e, que assim seja.

Agora vamos ter, assim, em alturas distintas, mas em vôos com mesmo destino, trovoadas e arco-íris que irão dizer-nos a todo o tempo a importância de sabermos que o outro persiste em existir com os mesmos sonhos, apesar de tudo, e mesmo com tua imagem, dia após dias, ir esvaindo cada vez mais das minhas memórias.

domingo, 8 de agosto de 2010

Flor de Lótus - R. Tagore.

No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

Ao Primeiro Dia dos Pais deles...


 
Pedro, meu filho...
 Vinicius de Moraes


Como eu nunca lutei para deixar-te nada além do amanhã indispensável: um quintal de terra verde onde corra, quem sabe, um córrego pensativo; e nessa terra, um teto simples onde possas ocultar a terrível herança que te deixou teu pai apaixonado - a insensatez de um coração constantemente apaixonado.
E porque te fiz com o meu sêmen homem entre os homens, e te quisera para sempre escravo do dever de zelar por esse alqueire, não porque seja meu, mas porque foi plantado com os frutos da minha mais dolorosa poesia.
Da mesma forma que eu, muitas noite, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua.
E porque vivemos tanto tempo juntos e tanto tempo separados, e o que o convívio criou nunca a ausência pôde destruir.
Assim como eu creio em ti porque nasceste do amor e cresceste no âmago de mim como uma árvore dentro de outra, e te alimentaste de minhas vísceras, e ao te fazeres homem rompeste meu alburno e estiraste os braços para um futuro em que acreditei acima de tudo.
E sendo que reconheço nos teus pés os pés do menino que eu fui um dia, em frente ao mar; e na aspereza de tuas plantas as grandes pedras que grimpei e os altos troncos que subi; em tuas palmas as queimaduras do Infinito que procurei como um louco tocar.
Porque tua barba vem da minha barba, e o teu sexo do meu sexo, e há em ti a semente da morte criada por minha vida.
E minha vida, mais que ser um templo, é uma caverna interminável, em cujo recesso esconde-se um tesouro que me foi legado por meu pai, mas cujo esconderijo eu nunca encontrei, e cuja descoberta ora te peço.
Como as amplas estradas da mocidade se transformaram nestas estreitas veredas da madureza, e o Sol que se põe atrás de mim alonga a minha sombra como uma seta em direção ao tenebroso Norte.
E a Morte me espera em algum lugar oculta, e eu não quero ter medo de ir ao seu inesperado encontro.
Por isso que eu chorei tantas lágrimas para que não precisasse chorar, sem saber que criava um mar de pranto em cujos vórtices te haverias também de perder.
E amordacei minha boca para que não gritasses e ceguei meus olhos para que não visses; e quanto mais amordaçado, mais gritavas; e quanto mais cego, mais vias.
Porque a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei.
E assim como sei que toda a minha vida foi uma luta para que ninguém tivesse mais que lutar:
Assim é o canto que te quero cantar, Pedro meu filho...



 FOTOGRAFIAS: Pedro e sua Sofia, Amilson e Ana Luísa, Michel e Miguel - Kellynha contracenando com Miguel/Michel, e eu, segurando Sofia...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu e a Política...


Entre a paciência e a utopia,
alguma coisa diferente,
aos dezoito anos, em mim, havia.
Entre a paciência e a utopia,
passaria a madrugada
planejando revoluções para 2070...
Entre paciência e utopia,
me ressinto de não ter
assistido Inter x São Paulo!