quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Velho Porto - poema de A. C. Rangel


Passam pela memória, de repente,
todas aquelas tardes de sol,
vividas à beira daquele oceano,
quando os oceanos ainda eram mistérios.
E a sombra, o cheiro daquele velho porto,
o calor daquele vento,
surgem, reais, como se pudessem
ser tocados.


Não há sentimento de culpa
por tanta vida desperdiçada.
E aquelas ondas, verdes como teus olhos,
ainda inundam os meus olhos cansados.
E o tempo, que volta assim,
poderia nunca ter passado!

#rangel
#blogs

3 comentários:

AC Rangel disse...

Luciana

Quero agradecer esta tua gentileza e toda a tua generosidade ao publicar aqui esta minha poesia. Você me surpreendeu com este gesto tão carinhoso.

beijo

Rangel

Anne disse...

Que poema lindo e cheio de tanto significado, este poema de nosso poeta Rangel.

abraços
Anne

Luciana Cavalcanti disse...

Pois é, Rangel, Anne,

gosto de hospedar no meu Blog poemas belos, profundos. Descobrir a poesia de Rangel foi uma dádiva do ano de 2010!!!

Paz e Bem! Axé!