domingo, 7 de novembro de 2010

Tela - Luciana Cavalcanti

Dói-me o amor
com a poesia que me escorre das mãos
e se espalha no quarto,
da cama ao chão,
preenchendo os espaços em que não estás.

Dói-me o amor
com a embriaguez que me percorre as veias
e a abrangência dos sentidos
inaugurados na alma,
feitos, todos, do fogo, as centelhas.

Dói-me o amor
evidenciado nos olhos
que teus sorrisos cegam
inadivertidamente...





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