sábado, 20 de novembro de 2010

Pequenas considerações para um repertório amoroso...


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O amor nunca finda. O que tem fim, em nós, é a disposição de manter alguns laços.

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O convívio desgasta apenas aquilo que não é amor...

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Se a afinidade e o respeito não vem antes do desejo, esqueça! Não é amor.

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Vontade de amar não é já amor. A sinceridade diante de si mesmo e do outro nos mantém distantes da fraude.

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Talvez, não exista amor à primeira vista. Mas, certamente, depois da décima quinta vista se pode presumir que o amor não virá...

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Amei algumas vezes na vida, antes de chegar aqui. E isto tem a máxima importância... Amor é aprendizado vivencial.

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Seria capaz de enamorar-me de uma estrela qualquer ou outro luzeiro. Mas preferi teus olhos...

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Mais difícil que bem posicionar os braços para uma fotografia: cuidar dos mesmos braços antes que o amor nos permita o esperado abraço.

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Exímio orador perdeu-se entre palavras tolas e se riu! Estava amando...

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O amor que, irredutíveis, esperamos, passou faz tempo!

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Apesar de podermos conjugar o verbo em tempos futuros e pretéritos, amar é sempre presente.

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Acreditei que nunca se perde tempo amando... De fato, amando não perdemos nada, nem tempo. Mas perdemos muito buscando doar amor a quem não se dispôs a recebê-lo.

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Realismo amoroso não é a negação do sonho. É bom sonhar amando! Sobretudo, quando se dorme abraçado...


Luciana Cavalcanti


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