sábado, 11 de setembro de 2010

<< telegrama >>


repeti o poema
com a voz por dentro do peito,
por ruas inteiras, quadra
após quadra,
até chegar em casa.
perdesse eu o poema,
morria de remorsos...!

Imagine! Não te trazer,
em versos,
cada palavra, atenta,
desafiando a língua,
palavra e não-palavra,
aconchego do beijo
que eu quero te dar...


Luciana Cavalcanti: Natal, Rio Grande do Norte, Julho de 2010.

Um comentário:

AC Rangel disse...

Luciana

Morreria de remorso, eu, não tivesse encontrado tua poesia.
De remorso ou de sede.
Deixa-me beber. Sedenta está a minha alma.