sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Poema da Inteireza - Luciana Cavalcanti


à Augusta, Felipe e Kátia

O Ser, parte à parte,
é sempre inteiro.
Alma, que é luzeiro,
sem o corpo não se acende.

Ninguém de nós se entende
em partes ou parcialmente,
dor e graça que se sente
é sempre verdade inteira.

A Vida, verdade verdadeira,
sempre ensina e não se repete.
Ninguém a gigante se mete
quando experimenta sua fundura.

Nisto, o segredo da cura
do Ser, em espírito e matéria,
nossa realidade etérea
revela-se em carne e osso...

Por isso, cada esforço,
deve servir ao não ser parte,
encontrar-se com riso e arte,
em tudo, sempre inteiro.



luciana cavalcanti..................... 20 de maio de 2010


2 comentários:

Nayrinha disse...

Luuuu!!!
Você como sempre com suas belas palavras... Que saudade eu sinto de escrever... Parece que acabou a inspiração!!!
Como você consegue?

Beijooo

Luciana Cavalcanti disse...

Re-publico. Mostro outra vez. Porque o poema simples, de palavra fácil, diz de um aprendizado - para mim - demasiado exigente. Meu corpo, sempre tratei-o como instrumento de mim, não como "eu"... A ele, cabiam todas as agruras e consequências de um fazer-viver nem sempre dosado, equilibrado... Até que cuidá-lo foi exigência da Vida. Para voltar a viver o que me cabe! Integrei-o. Está tudo junto! Sou esses nós. E ser nós se aprende no plural.

A gente aprende com outra gente ser cada vez mais gente...