sábado, 14 de agosto de 2010

O Amor ao telefone... - Luciana Cavalcanti

 

 balbuciei outras palavras.
as que havia decorado,
esqueci-as!
foi como ter quatorze anos...
ou foi mais: um pouco infantil.
foi como querer 
o brinquedo mais alto
e aborrecer-se do próprio tamanho.
querer dizer-te o mais simples,
já agora é tão difícil...!
quantas vezes houvera amado?
não sei.
o frio nas mãos, este tremor,
a insistente sensação de haver
cometido um erro fútil...
- Ah, tanta virgindade para um amor maduro!
o amor reedita o tempo,
remoça corações... quem sabe,
no amor se esconda a magia do eterno!
E-ternamente viver!
e este frescor de não saber, 
nesta alegria ansiosa,
virgem curiosidade,
eternecimento de ser...!
o amor é isto.
esqueça o resto,
era isto que eu queria dizer...


Recife, Várzea do Capibaribe, faz frio, mas há calor! - noitinha de Agosto. Poema de agora.

Nenhum comentário: