sexta-feira, 18 de junho de 2010

Andar. Andar. Voar. Voar...!



Voar voar, subir subir ir por onde for
Descer até o céu cair ou mudar de cor
Anjos de gás, asas de ilusão
E um sonho audaz feito um balão
No ar no ar eu sou assim brilho do farol
Além do mais amar no fim simplesmente sol
Rock do bom ou quem sabe jazz
Som sobre som bem mais bem mais
O que sai de mim vem do prazer
De querer sentir o que eu não posso ter
O que faz de mim ser o que sou
É gostar de ir por onde ninguém for
Do alto coração mais alto coração
Viver viver e não fingir esconder no olhar
Pedir não mais que permitir jogos de azar
Fauno lunar sombras no porão
E um show vulgar todo verão
Fugir meu bem é ser feliz só no pólo sul
Não vou mudar do meu país nem vestir azul
Faça o sinal cante uma canção
Sentimental em qualquer tom
Repetir o amor ja satisfaz
Dentro do bombom há um licor a mais
E até que um dia chegue em fim
Em que o sol derreta a cera até o fim
Do alto coração mais alto coração
Do alto coração mais alto coração



["sonho de Ícaro", de Piska e Cláudio Rabello]






Estava escolhendo fotos de viagens e escutando "Sonho de Ícaro" quando li a notícia da morte de Saramago. Havia lido a sua última postagem no blog antes do meu acidente (um dia antes), verifiquei, depois, que não era ele próprio a postar... Este post não seria sobre ele. Mas, agora, pouco importa sobre o que seria este post. Pertinentes a canção, as imagens e, sobretudo, a grandeza do gesto aprendiz de viajar! 
Saudações, Saramago!

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