domingo, 30 de maio de 2010

Poema-expresso - Luciana Cavalcanti


Café forte.
Sonhos, nem tanto...
Incapazes de andar com as pernas
próprias,
quedam doentes.
Estômago instável, portanto,
pelo que me dói no que não fiz,
pelo que me custa a digerir,
pela fome submersa
na saciedade equilibrada...
E há tanta cafeína por dissolver
em mágoa
e sem nenhum açúcar.

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