quarta-feira, 14 de abril de 2010

Amor, além do ofício - Thiago de Mello

Trabalho de homem para homem,
palavra que me faz ser,
escrever não seja ofício
alheio ao chão de viver.
Tenha sempre a tessitura
alada da claridão,
mas principalmente seja
de serventia a quem vive
ferido na escuridão.
Como estrela que escalavra
os ferros da servidão,
tição varando as funduras
escuras do coração.
Ofereço Arte poética?
Inauguro nova flor?
Não.
Entrego um rumo de amor.


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