sexta-feira, 26 de março de 2010

Um poema ao telefone - Gerlane


Lembro-me, certa vez, entre uma aula e outra, ter telefonado para Gerlane, amiga de "copo e de cruz". Tinha, evidentemente, pouco tempo... precisava trabalhar. A tradicional saudação "tu tás ondeeee?!?" soou, junto aos risos, e fiz-lhe o convite, meio pedindo desculpas por querer conversar, mas estar com pressa...
- quero te ver, amiga. tenho tempo pra poucas cervejas... duas ou três. quatro, no máximo! mas os sorrisos que couberem neste espaço curto de tempo, eu juro, que não vou contar...!
No Bar, nosso Recanto do Leleu, rascunhei-lhe numa página da agenda um poeminha a partir do telefonema - que considerei poeticamente a cara do que somos, juntos, eu, Gê e noss@s amig@s...!
Vividas farras e mais farras, compartilhamos também momentos difíceis... barras pesadas, dores, choros, dúvidas, fossas... E descobri, assim, que não somos amigas "de bar"... aliás, somos! Mas somos também de hospital, de casa, de rua, de qualquer canto... desde que a gente queira e saiba fazer valer a magia da Vida que nos ajuntou em fim de tarde de farra e beco.
Do beco para o Mundo, nossa amizade absolutamente insuspeita encara qualquer baculejo...!

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