domingo, 22 de novembro de 2009

Ecos do Espírito...

 
E acabo de ler, no e-mail, mensagem do amigo Luciano Batista, dirigida a mim e mais uma túia de amigos com quem desejou partilhar estas simples (e, por isto mesmo, sábias) idéias:
 




AS PESSOAS ESPIRITUALMENTE INTELIENTES...
 
 
 
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10.Têm compaixão

Palavras...

Dei uma passada no Blog de Carlinhos Maia e maravilhei-me com as fotos, os poemas de Leminski e esta frase de Lya Luft... E pensei cá comigo, "Parece o horóscopo do dia!"...


"Milagres começam a acontecer quando você dá o tanto de energia aos seus sonhos quanto costuma dar aos seus medos." - Lya Luft

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Assim na Terra como nos quintais!

era bem ali
o alto-mar e, nós, piratas temidos.
era bem ali
a floresta encantada e, nós, índios
sabedores de magia.

era ali também
biblioteca das imaginações
onde compunhamos histórias sem escrita.

ali, o Mundo-inteiro e o seu fim...
apocalipses sem-medo, com heróis
salvando a Humanidade
e viajando rumo à Marte.

ali, enterramos solenes o papagaio de Vovó
- aquele papagaio chato, gasgito, matraca...
que me chamava "Boneca-de-feira"!!!

ali, o incrível resgate do peru de Natal.
ali, as fugas de um galo brabo, de nome francês... Pierre!

era bem ali
que se cresciam as sementes de nossas infâncias.
e é ali, bem ali,
que plantamos sementes de sonhos feitos filhos,
netos de nossos pais,
bisnetos de nosso avô,
pais de nós...
- Paz a nós! assim na Terra como nos quintais!


(Luciana Cavalcanti, 05 de Janeiro de 2009)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Poesia na Garganta...

Tenho um perfil no Site Garganta da Serpente. Lá constam crônicas e poemas meus... Além de ter sido lá mesmo que criei para mim o codinome (já que "heterônimo" é coisa muito alta...! Coisa de Pessoa!) de "Luciana Amâncio" que explico assim:


Luciana Amâncio

De cartório, o meu nome não traz este "Amâncio"... Luciana, sim, pela música, ouvida, que comovera uma mulher grávida: minha mãe. Amâncio veio, para o meu nome, depois, pela História (Memória!) de família - quis homenagem e presença das raízes e matrizes de minha vida, de minha história vivida, escrita, re-escrita, (re)inventada. Isto. De mesmo, professora de História - primeiro - porque amante de histórias. Professora de Filosofia da Educação, por hora: ad-mirando o Mundo e as gentes; encantada do/com o Mundo, carrego poesia e procuro palavras. Somadas, as coisas feitas, todas, caminham para a mistura completa: Poesia e Educação... Pertinentes e semelhantes, tarefas de quem sonha e ama.

(demais da conta)

o amor custa caro
e eu sempre pago a conta
pago o pato
pago mico
e a altura do salto
o amor custa caro
e eu sempre pago a conta do bar
a continuar devendo
coisas para algum dia
alguma noite
tarde
mas o amor não chega
a qualquer hora
amor é coisa em que se demora...
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Em Novembro de 2008.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Petrolina <> Juazeiro
Classificados


procura-se
alguma poesia que se solidarize
com minha paixão sem nome,
meus mil naufrágios sem barco.


ainda ontem imaginei ter cruzado
com a solidão na esquina.
senhora magra, altiva
e bem arrumada,olhou-me de revés
e não mo respondeu o "boa noite"...
pensei que isto fosse o fim do Mundo!


qual nada! o Mundo continua...
e eu, cá, sem poesias que me falem...
porque ontem, senhores, a solidão
me negou sua palavra.
trocando letra


Em diagnóstico apressado,
foi por uma sílaba
que errou,
a meu respeito,
a cientista:
não tenho transtornos de humor.
Desde menina
deixa-me transtornada, ensandecida,
somente o amor...

[coisa de "agora", evidentemente...]

canto I

Canto(s)

Madalena, arrependida,
já nem conta as minhas dores.
É tarde,
mas há cerveja
e alguma poesia...
No Mercado, calcular os custos
de meus perdidos amores.

[poema em 2003 ou 2004... vá lembrar! Escrito lá, no Mercado da Madalena]
De papel. E tinta!

I


Sonho romântico,
tingi um novo amor
com nenhuma outra função
a não ser 
a de ser sempre,
a cada dia,
um sonho...


II


Inventei o amor
de outra maneira.
Este, não exige encontro,
não reclama atrasos,
não me causa ciúmes
e, sobretudo, não acabará...
Nele acredito
e está comigo, bem guardado.
Amor inventado,
consciente,
não reclama nem quarentena
se eu o esquecer na gaveta.

[Luciana Cavalcanti - Poema sem data]


"A Vida se expande ou se encolhe de acordo com a nossa coragem"


Anais Nin