sábado, 3 de outubro de 2009

..pontos de Final..

Boa Sorte!


E seja lá
o que for
felicidade a gente encontre
sem precisar de ajuda.
E seja lá
onde for
o lugar exato a gente saiba
para ficar sem dor...
Porque, eu confesso,
mais de uma vez,
quase acreditei
no amor.
Quase me fiei na sorte
e muito ri,
levando a sério
aquela luz...
Mas já não me esconda nada,
não se esconda em nada
que eu parei comigo
e parei contigo,
eu calei meu peito
para dizer
que não há nada,
não será nada...
E, então, é tudo.
Sendo assim, vai bem:
Eu tomo outro café,
acendo (e esqueço) o cigarro
e já nem acredito
que eu te acreditei...

Um poema de Dodô, o Odomiro...

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009


Carta de Amor


Desejei ser Inverno
para em tua solidão, delirar febril.
Ser silêncio,
ilimitado abrigo.
Inadiáveis cataclismas.
Cosmos aprisionado
numa moldura de ferro.
Poros,
tangível morada.
Remorso não ter vivido,
sonhar.
Afetividade sem dimensão no vazio.


EM TEMPO: Não resisti. O poema me deu um soco no estômago. E, justamente, agora que mamãe deixa Altemar Dutra tomar conta da sala do apartamento...