segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

.baú de guardados.

Intradução

por Luciana Cavalcanti



Porque a cada instante

eu te amo,

E a cada afago, a cada riso teu

Com um amor impreciso, relutante,

Amor intraduzível,

impossível de medir-se.

E porque amo com medo do que me trazes

E necessito do medo de perder-te,

E te procuro como quem foge,

E te aguardo como quem dorme...

Até mesmo por rir do absurdo

Encontro de vidas-sonhos em nada (nada?) iguais,

Sei que jamais o poema falará de algum amor

Com fidelidade e exatidão,

como se fosse tradução.



Catando coisas num Cd antigo de Backup daquilo que eu havia escrito num Pentiun II que foi meu primeiro PC (acho que era um Pentiun II...). O poema deve ter uns 10 ou 11 anos de idade. Mas cabe... E o Tempo segue rindo de nós!




Um comentário:

casa da poesia disse...

amo el canto de zenzontle
pájaro de cuatrocientas voces...!?...salut, poetiza!...e gracias por tu canto!...