terça-feira, 24 de junho de 2008

...corpo...

Estranho
é o desejo que me me move,
que me sacode enquanto durmo
e me desperta
a essas horas da madrugada
com vontade de poema.
Não me furto,
não viro ao outro lado e busco
o fio do sonho que perdi.
Desperto!
ou, se ainda durmo,
confundo papéis e lençóis
e entonteço, entre procura e encontro
de palavras,
festejo rimas,
estremeço metáforas,
anseio versos livres,
reinvento-me em ritmos...
E o corpo do poema
(mesmo se amor não é o tema)
me remete ao teu.