segunda-feira, 21 de abril de 2008

..............................................troca rápida

privar-me assim duma amizade
porque te amo... não há motivo!
se é de perder tua amizade,
mudo num instante de intenção:
não sentirei, não falarei,
nem farei nada...
já nem me movo!
prova-me, então, na intenção!
- Vai! Tira a roupa que eu nem pisco...

..............................................perdas e danos.

****
uma sombra
- deixar de amar -
me desespera
e esta necessidade
- incontornável -
de escrever, para ti
um último poema...
*****
saber viver
sem ti,
há muito
me ensinastes.
saber amar
sem ti,
há tempos
esqueci.
- que fazer
do aprendizado
e do esquecimento?
- que fazer
para dissipar a dúvida
sem te perguntar nada?

segunda-feira, 14 de abril de 2008



Nua e crua,
a Realidade sem enfeite e sem laço.
No entanto,
no calendário de minhas procuras
Março prossegue maior que Março.
Quantas bocas
completam o quadro
de tuas noites, tuas tardes e manhãs
sem amanhã?
Quantos corpos
se desnudam, se entregam e se sabem
em tuas mãos
sem amor algum?
A quantas sentenças
eu me condeno
por esta crença, esta espera e esperança
de que desistas
de um amor nenhum?

domingo, 13 de abril de 2008

Fim de noite
ainda
que nem madrugada
seja
porque esquenta a cerveja
no copo
porque chove sobre as mesas
na calçada
porque desejo é um atrevimento
e mais nada
porque o corpo só saberá do sono.

Fim de noite...


(22 de Março de 2008)
Agora, que a falta é tema,
me faltem as palavras!
Porque há faltas tão lacunares
que é nada demais pra ser dito!

>< sem embasso nem embaraço ><


sinto muito
eu sinto tanto
e mais é sentido
o que não digo
o adeus anunciado
nas curvas
da mão estendida
mas a alma não tem curva,
nem o amor, sentido.