quarta-feira, 13 de agosto de 2008

.nascimentos.

Sempre que choro, nasço.
No curso de cada lágrima
traço
as rotas dum caminho
não anunciado.

Sem passagem,
os dias da viagem
me fazem estrada.

E sempre nasço quando caminho
em espaços sabidos
ou não...

Então, sei muitas coisas
novas
no abraço de ignorância sedenta
de andar
para olhar
e, outra vez, nascer pelos olhos
quando choro
e quando vejo,
quando os abro
ou quando os fecho,
por dentro ou por fora de mim.
Recife, Beberibe, 24 de julho de 2008.

2 comentários:

opoeta_morto disse...

Com meus olhos vejo nao muito distnte um lindo um ecrito....
O teu...
Nascimentos.

Belo.

saudaçoes

o poeta morto

Renata disse...

Lindo....
Perfeito...
Quem será o causador de tanta inspiração?
Vou fazer de conta que não sei....
hahahahha
:)