sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Claridade...

Este poema foi escrito entre a quinta-feira, dia 03 e a sexta-feira, dia 04 de Julho... Era o poema que estava sobre a mesa de trabalho e que é citado numa crônica em que me queixo de tê-lo perdido. Pois bem...! Encontrei-o. Dentro de um livro de Ascenso Ferreira, "Catimbó - Cana Caiana - Xenhenhém" (coinscidência que fosse o mesmo livro que mostrei ontem na Livraria Cultura, em nova capa, absolutamente colorida). O título que o poema carrega em seu original, escrito em letras vermelhas, é "Cantiga de Claridade", mas penso que seja pertinente chamar "claridade" de "claridão" - dá uma idéia mais total. Claridão é uma claridade forte, firme, intransigente... Como é irreversível o escuro na escuridão.



Cantiga de claridão
Vida inteira,
aqui, transborda.
O sofrimento se esquece
de me entreter nos fins de tarde
com seu enfado e seu alarde.
Quando a noite é chegada,
em festa, de alegria solta,
é mais que vinho o que enche a taça,
é mais que espera o que move o corpo,
é mais que manhã o que a luz desperta
- antes que acordemos -
para nos flagrar o riso
do primeiro dia de nós...
(Luciana, Várzea do Capibaribe, poema-intuição-e-espera...)

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