domingo, 24 de fevereiro de 2008

O poço


Espera ainda um pouco,
retarda o pranto e crê,
mesmo que por preservação apenas,
que não é o fim, que não há um fim.

- “Ah, por que tanto suor?”...
Não te perguntes!

Olha, silenciosamente,
o horizonte, onde em azuis entediantes
confundem-se céu e mar.

Sonho desfeito, dor certa,
necessidade de permanecer
sonhando...

Cala, agora. Pois,
além de eco,
nada fará a tua voz.
Luciana Cavalcanti: 1998

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