sábado, 31 de março de 2007

PONTUALMENTE



aprendi a espera,
mas isto não é, de modo algum,
um mérito,
tampouco acrescenta-me crédito,
aprendi a mentir, em verdade.


retiro um sorriso
esquecido nos bolsos e o gasto
sem pensar
nos encontros de amanhã...
reinvento-me nas horas.


já não tenho pressa alguma.
amanhã será (um pouco) o que eu pedi.
amanhã serei o que me fizer. eu sei
que não preciso me gastar em vão
e, então, me dou inteira em tudo...


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[Recife, Várzea do Capibaribe, Março de 2007. Luciana]
Imagem: Dalí, "Persistência da memória"

2 comentários:

BARROS DE ALECAR disse...

Como gosto, quando vejo tuas palavras, me traz alegria e tranqüilidade.
Realmente tive aí, ainda é a minha cidade predileta, é aí, onde me torno o boêmio, que sempre mais trato de esconder, pelas bandas de cá, afinal, só aí tem: Boa Vista, São José, teatro do parque. Etc...
Apesar de como tu não ter aprendido a espera, mesmo assim espero tua visita pelas bandas de cá.
E isto não é, de modo algum, um mérito meu e sim teu. tampouco acrescenta-me crédito, e sim debito, pelo prazer de aqui poder te ver. Eu também aprendi a mentir, mais essa é a mais pura verdade.
Se é que em verdade pode existir pureza.

Não retiro o sorriso, pois como ele pode estar esquecido de ti.

Desculpe o atrevimento do "roubo”, mais não resisti às belezas que tuas me levam.
Obrigado por tu existir.
Bjs.

Ana Maria disse...

"retiro um sorriso
esquecido nos bolsos e o gasto
sem pensar"

Ctg,Lú, gasto todos os meus sorrisos...pensando:
-na risada espontânea com gosto no teu rosto!
-no olhar serelepe dessa menina...dessa mulher!
-nas conversas engraçadas e por vezes desesperadas...mas sempre ... sempre...

enluaradas!

Amo tu,Lú!