quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

nas coisas, o amor...


As coisas que tu me dás,
tuas,
não te desfazes delas,
nem partilhamos o antes compartido
como despojos de guerra,
pontos de final...
As coisas que me dás,
tuas,
permanecem tão presentes
e possíveis
como nas estantes de teu quarto,
discos e livros,
como no traço de tua boca
este riso...
Porque as coisas que nos damos,
nossas,
antes, como agora,
nos dizem nós,
apertam nós,
e nunca partilharemos despojos
de nada...
Somos.
Seremos.


["coisa feita"; Recife, Rua do Hospício, 09 de Janeiro de 2007]

4 comentários:

zorieuq De disse...

Adoro quando vc enfoca o 'nós' para formar dois contextos...
Essa poesia de pouca NÃO TEM NADA!
Diz tudo e mais um punhado!
Palavras seguras!!!
Adorei,Lú!
E...tás produzindo que nem louca,né?!
Massa isso!!!
Sinal de que vai ficar boa logo!!
E eu tb! ^^
Bjocas,moça!

Lena disse...

Voltei do recesso Prapoliticar fora do blog ; )

RENATA LIMA disse...

nao importa de onde vem a inspiraçao....
de uma magoa...
de uma felicidade...
de uma cena vista...
de uma erro cometido..
de um imprevisto...
o importante é que ela vem...
e voce sabe usa-la.

otima pouca poesia que é muita

BARROS DE ALECAR disse...

Isto é poesia de "merrrrmo".
bjs.