domingo, 17 de dezembro de 2006

tela


Dói-me o amor
com a poesia que me escorre das mãos
e se espalha no quarto,
da cama ao chão,
preenchendo os espaços em que não estás.

Dói-me o amor
com a embriaguez que me percorre as veias
e a abrangência dos sentidos
inaugurados na alma,
feitos, todos, do fogo, as centelhas.

Dói-me o amor
evidenciado nos olhos
que teus sorrisos cegam

inadivertidamente...

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Feito quadro pintado mesmo. Convite à contemplação... fechar os olhos para ouvir. E entender, então. É mesmo?!? Ah, desse jeito, tudo explicado...

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