segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Quem mandou não ir dormir????

Derramou-se no papel inteiro. Não escrevi um poema...cuspi-o pronto! E gostei... Ele ainda não tem nome... pensei uns três... Mas foi um cuspir assim de mulher parindo: doeu.



E seja lá
o que for
felicidade a gente encontre
sem precisar de ajuda.
E seja lá
onde for
o lugar exato a gente saiba
para ficar sem dor...
Porque, eu confesso,
mais de uma vez,
quase acreditei
no amor.
Quase me fiei na sorte
e muito ri,
levando a sério
aquela luz...
Mas já não me esconda nada,
não se esconda em nada
que eu parei comigo
e parei contigo,
eu calei meu peito
para dizer
que não há nada,
não será nada...
E, então, é tudo.
Sendo assim, vai bem:
Eu tomo outro café,
acendo (e esqueço) o cigarro
e já nem acredito
que eu te acreditei...

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Recife, 25 de Dezembro de 2006.

3 comentários:

Marcella Nathaly disse...

Bonito.
Parabéns.
Mas não fume, ok?
Só faltava essa...

rhemo disse...

de parir,

pára menino! pára pára, pára ...

(fôlego)


é notável a parecidisse.

Ana disse...

Tia Lu tu sabe que sou tau fã neh! E a cada dia mais! Adorei o texto!