quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Crônica

Quando eu deixar a noite
e conduzir meus olhos
por onde o sol banha
as pedras,
as águas,
as flores todas,
e tinge o azul
do céu que se estende
sobre minha cabeça cansada
do discurso,
do concurso,
do recurso,
esta cabeça quente e, insistentemente,
ocupada...
Eu quero dormir na sala,
me esparramar no sofá... Desistir
e andar na grama,
procurar a sombra,
sentir cheiro de flor.
Eu quero beirar os caminhos...
Trilhar olhos por onde, antes, nunca fui.
Chorar de saudades,
e contar mil estrelas
até cansar da luz.
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12.11.2001 LAC

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