quarta-feira, 29 de novembro de 2006


Esgotado

Decretar fechado o coração
como se fosse porta,
passiva a teu querer.
Declarar o coração refém
de teus medos todos,
do que é o teu não-ser.

Fechar o coração: não há mais espaços,
não há mais sonhos
e esgotou-se o tempo...
Correu-lhe entre os dedos, se esvaiu.
O tempo, na ausência da esperança,
vacilou, nem quis pensar...e fugiu!
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Luciana Cavalcanti - Recife. s/d.

Um comentário:

Nayra disse...

Adorei blog novo!!!!Poesias que eu amo...Bjssssssss