sábado, 18 de novembro de 2006

de palavra pouca

jeitinho

sob o sol
ante o mar
armar a tenda...

e abrigar
sem seleção
sem dilema

as palavras (todas)
em poema
de encomenda.

----------------------- Luciana Cavalcanti: Em 19/07/2005.

Corpo

Os nós
se desfazem
pelo sopro no ouvido.
No peito,
vacila o pulsar,
exausto de nós...

Resta a mão
que aprisiona os sentidos
do tato
nos sonhos
dos sós.


Tardança

Nem frio.
Nem quente.
O Amor segue...
Embora
descontente.


Narciso

Concreto ou abstrato.
O meu amor
em ti
(re)desenhar constante
auto-retrato.


101

o corpo
que esqueci
no meio

(ao atravessar...)

da BR
quando a Scania
veio.

---------------------------------- Luciana Cavalcanti (Poesia Restrita/pouca palavra...)

Um comentário:

Zorieuq De. disse...

Pouca palavra...
Tanto literar...
Pouca extensão...
Tanta Inspiração...
Mocinha,bons são os seus escritos...
Adorei!!
Bjocas!