terça-feira, 28 de novembro de 2006

De Estudos. E estudos...


poeira de biblioteca

Pela janela aberta,
uma visão qualquer
foi maior que o livro
que, agora, fechado
assiste ao recém-desfeito leitor.

Engano, porém, dar por finda a leitura.
O que, agora, o livro olha em seu leitor distraído
continua a leitura
(infinda) de quem vê o Mundo
e não se conforma: é tão pouco ver!

Dar-se à Leitura do Mundo,
qual tramas da palma da mão.
Leitura de tudo o que vive ou se move,
leitura da tela celeste, entorpecimento de azul,
leitura da água, cristalina ou turva,
das pedras, sólidos caminhos,
leitura para dentro, eu-objeto
(primordial) dos mais elevados estudos...

Aqui, o meu umbigo, ambíguo objeto
para a reflexão científica
ou a discussão do bar.

Um reflexo no espelho,
meu rosto impassível,
com marcas subterrâneas,
impossíveis de contar...

Tantas promessas gravadas
no livro precário e inconcluso
que repousa sobre a mesa de cabeceira...
Reunindo os recortes,
olhando velhas
e novíssimas fotografias
quase sinto espanto:
quanta gente,
quantas vozes, aqui dentro...!
E quantos são os meus olhos estrangeiros,
vagabundos, peregrinos,descobrindo paisagens novas no que sou.
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poema de Luciana Cavalcanti - Recife, s/d.
Tela de Roberto Magalhães

2 comentários:

Jannah disse...

Como era msm a istória? Frases desconectas, erros de português, rascunhos q faço em vinte minutos... Tu é muito da abusada sabia? prof adorei teus "rapiscos" :) Saudades de tuas aulas! Xero p tu! Ana Paula

Luciana Amâncio disse...

Atenção!!! Estes comentários não se adequam aos feitos e esforços poéticos, mas aos escritos do outro Blog - trata-se de pragmatismo, não perder tempo no blog!!! :P
Professora?!? Abusada????
...uhnf!!!! :p